Sempre quando abrimos uma empresa o principal pensamento é em possuir um empreendimento duradouro, que será o seu legado, mas nunca pensamos em como passar o comando de nossa empresa para nossos filhos, visando que a próxima geração consiga dar continuidade ao trabalho da empresa tão bem quando a geração antecessora.
O Jornal de negócios do Sebrae SP de abril de 2013 abordou este tema e trouxe informações interessante para começar a se preocupar com esta fase delicada da empresa, segue alguma delas:
Uma das mais interessante apresentadas foi a prática que o empresário José Carlos Gonçalves da Modelação Sorocabana Ltda realizou, ele preparou a sucessão distribuindo aos herdeiros diversas funções dentro da empresa para que eles conhecessem todos os setores.
“Varremos o Chão de fábrica, limpamos o banheiro e passamos por todas as funções operacionais. Desta forma aprendemos a conhecer o negócio de baixo para cima, o que entendemos como fator fundamental do nosso processo de formação.”
Existe também a constituição de três holdings, uma forma de sociedade criada para administrar empresas, como no caso dos irmãos Mário, Valter e Sidinei Massaglia da Italterm sistemas e controles industriais Ltda. Onde os herdeiros puderam ser avaliados quantos as aptidões para o negócio levando o processo da transição sucessória ser concluído em dez anos.
“Nosso projeto sempre foi construir uma empresa para durar, para atravessar o tempo e vencer nossa própria existência humana.”
Uma preocupação constante em empreendimentos familiares é como preparar a sucessão sem prejudicar os negócios e/ou sem alimentar conflitos familiares. Segundo o advogado e especialista Vinícius C. Silva, a resposta reside no planejamento. Algumas dicas sugerida por ele são de:
- Separar assuntos familiares dos assuntos da empresa.
- Criação de holding (processo que detém o capital social da empresa e congrega todos os membros da família tendo um deles como representante do grupo, os que não exercem o papel de representante, possuem o mecanismo de fiscalização e recebem lucros proporcionais a sua participação.
“Nem sempre o melhor filho será o melhor executivo, mais vale um sucesso incompetente em casa do que toda a família em dificuldade.”
O Processo sucessório cuida obviamente dos direitos e interesses dos sucessores, mas foca especialmente na preparação destes para o desempenho da árdua tarefa de perpetuar o legado, gerando empregos, rendas e desempenhando o papel e a função social da empresa.
Silva alerta que este processo deve ser bem planejado para não criar atritos decorrentes de mandos e desmandos, loteamento de funções estratégicas, nepotismo, empreguismo e outros elementos.
Visto que esta preocupação não é somente algo de grandes corporações, independente do tamanho de sua empresa, cedo ou tarde, terá que se preocupar com isso e muita pesquisa e planejamos são mais do que bem vindos para executarem este processo de forma eficiente.
O Sebrae-SP possui uma equipe de consultores capacitados para dar a orientação necessária ao empreendedor. Procure um escritório ou PAE mais próximo de você e se informe mais.
Fonte: Jornal de negócios , Sebrae SP, ANO XVIII , nº 229 – Abril/2013 – ed. extra
